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Macronite

Ricardo Rio

Macronite

Os eleitores reveem-se cada vez mais em pessoas do que nos partidos.
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Por Ricardo Rio|18.05.17
A vitória de Emmanuel Macron nas presidenciais francesas sossegou a Europa moderada e pró-–União, permitindo-nos, por ora, relevar o facto de a candidata da extrema-direita ter atingido os 34% num país como a França – contando até com o apoio cúmplice de membros do extremo oposto do espetro político.

Ao invés, centremo-nos no facto de Macron ser até há menos de um ano um destacado dirigente e membro do governo do partido socialista (PSF), do qual saiu para constituir um movimento aglutinador ao centro, transversal a toda a sociedade e capaz de reunir os mais destacados ex-dirigentes do PSF e dos Republicanos de direita, como o novo primeiro-ministro Edouard Philippe.

Na verdade, a relevância do protagonismo pessoal que se verifica(va) nas eleições de proximidade, tende a estender-se para as eleições nacionais, mesmo nos países mais desenvolvidos, seja porque se vem alimentando a cultura do descrédito dos partidos, seja porque os eleitores se reveem cada vez mais em pessoas do que nos projetos corporizados pelas forças políticas.

E daí que seja quase natural antecipar que, depois da experiência da ‘geringonça’ possa também surgir um ‘Macrão’ à nossa moda. Quem vai tentar?

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