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Mais prazo e mais pressão

Eduardo Dâmaso

Mais prazo e mais pressão

Procuradora-Geral aumentou controlo sobre investigação.
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A procuradora-geral da República prolongou o prazo da investigação a Sócrates e fez bem. Joana Marques Vidal, porém, não deu um cheque em branco aos investigadores e também fez bem. Percebe-se que não aceitou ser confrontada com o facto quase consumado da inevitabilidade em adiar.

Também não está totalmente satisfeita com alguns aspetos do trabalho feito pelos investigadores da Autoridade Tributária. Tudo isso, no entanto, é muito menos importante do que deixar uma acusação destas com pontas soltas. Por isso aumentou a exigência sem abrandar a pressão do prazo. Faz um novo - e definitivo - balanço em abril, exige um controlo ainda mais efetivo do que até aqui ao coordenador do DCIAP, Amadeu Guerra, e abre a porta a que este possa chamar a si a direção definitiva do inquérito.

No essencial percebe-se que a acusação será feita por maio/junho e que nunca transitará para lá das próximas férias judiciais, em julho. Digam o que disserem os mais críticos, neste caso há procuradores a trabalhar no inquérito, na acusação e já na preparação do julgamento.

A casa está arrumada e não é o pardieiro que Pinto Monteiro deixou, num tempo em que os investigadores de processos recebiam recados pelas entrevistas que o então procurador-geral dava aos jornais.
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