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Manelinho e o Panteão

Fernanda Cachão

Manelinho e o Panteão

Com o bruaá causado pelo jantar do Paddy ficámos a saber que a utilização do Panteão Nacional para eventos é comum.
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Por Fernanda Cachão|14.11.17
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Nunca fomos convidados e por isso, só com o bruaá causado pelo jantar do Paddy ficámos a saber que a utilização do Panteão Nacional para eventos é comum e até está prevista num regulamento de utilização de espaços dos serviços e imóveis da Direção-Geral do Património Cultural assinado, em 2014, pelo secretário de Estado da Cultura de Passos Coelho.

Parece que Jorge Barreto Xavier legislou, sem se incomodar demasiado, sobre o que era feito há mais de uma década, mas que a maioria só deu conta graças ao jantar à luz de velas da Web Summit.

Não adianta alegar que não há corpos na nave principal, mas nas salas tumulares - como fez a diretora do Panteão -, pois à solenidade que merece o lugar onde se perpetua figuras do país, junta-se o despautério de se esperar pelo serviço de catering e o brinde paredes meias com mortos.

Ridícula é também esta mania portuguesa de uma vez apanhados, tanto o governante como o miúdo fazerem a figura do Manelinho na escola.

Não viu, não sabe, foi o outro e, encurralado, mais se preocupa em apontar o "foi ele" do que corrigir o que está mal feito do SIRESP, a Tancos, à legionella, venha o que vier e aturamos o Manelinho.

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