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Moura Atlético

Francisco Moita Flores

Moura Atlético

Surgiu na minha vida um professor que veio modelar o entendimento sobre a competição.
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Por Francisco Moita Flores|18.06.17
O Sporting é o clube do meu coração. O Moura Atlético é o clube que deu luz à minha alma. Era puto. Talvez seis anos. O meu pai levou-me ao campo Maria Vitória e disse: Aqueles de amarelo são os nossos! Foi um fascínio partilhar a alegria com a pequena multidão que, nas bancadas, aplaudia os nossos. Só mais tarde, influenciado pelo meu avô, descobri o Sporting. Talvez com nove, dez anos.

Nesse tempo, brilhavam no Moura o José Costa e o Garcez. No Sporting, o Seminário e o Morais. E nesses mesmos dias surgiu na minha vida um professor, antigo jogador do Benfica, que veio modelar definitivamente o entendimento que tinha sobre qualquer competição. O seu nome não estará na História de Portugal. Mas é importante demais para que não esteja na história da minha vida.

Chamava-se José da Cruz Correia e ensinava Educação Física. Sobretudo, ensinava a alegria de fazer desporto e competir. Sei hoje que a sua grande preocupação era formar bons cidadãos entregando-lhes o prazer da prática desportiva. Durante anos formou as camadas mais jovens do Moura Atlético. Alguns tornaram-se grandes atletas.

A esmagadora maioria foram (e são) boas pessoas. Simples, solidárias e livres. Infelizmente, já partiu e deixou um rasto doloroso de saudades. Porém, julgo que Deus teve compaixão deste homem superior, que fora atleta do Benfica e que simpatizava com o Sporting. Chamou-o para não assistir a este espectáculo de enxúndia e estrume em que está mergulhado o futebol dos grandes.

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