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Navegação à vista

Paulo João Santos

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O debate sobre o Estado da Nação não traiu as expectativas.
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Por Paulo João Santos|16.07.17
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O debate sobre o Estado da Nação não traiu as expectativas. Esperava-se pouco e pouco se extraiu de uma tarde de discussão. O habitual aligeirar de responsabilidades e apontar o dedo; o anúncio de promessas; as acusações do costume.

Houve, contudo, um momento a reter. Foi quando Costa afirmou: "Obviamente que não demito nenhum ministro. (…) Tudo aquilo que qualquer uma das minhas ministras ou dos meus ministros fizer, será sempre responsabilidade minha". A ver vamos o que acontece quando forem divulgadas as conclusões dos relatórios à tragédia de Pedrógão Grande e ao assalto a Tancos. Caso se conclua que há responsabilidades políticas num ou noutro caso, ou em ambos, irá António Costa demitir-se?

Seja como for – ou vier a ser – já é altura de alterar o conceito deste tipo de confronto de ideias. Os diagnósticos são importantes, mas é necessária uma visão de futuro. Seja de esquerda ou direita.

É fundamental traçar metas, definir objetivos, abrir janelas de esperança, numa perspetiva de longo prazo. Navegar à vista é confortável, mas há muito para lá da linha do horizonte. E é para esse destino longínquo que devemos olhar sempre.

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