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Nem uma casa por atribuir

Assunção Cristas

Nem uma casa por atribuir

Não é admissível que haja 1600 casas fechadas, por atribuir, nos bairros municipais de Lisboa.
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Por Assunção Cristas|18.05.17
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Em quase todos os discursos, o Papa Francisco lembra que a nossa obrigação é ir ao encontro das periferias, dos excluídos da sociedade, dos mais carenciados, dos mais pobres. Ouvi de novo essa mensagem em Fátima e não pude deixar de pensar nas muitas pessoas que tenho conhecido, que habitam bairros municipais em Lisboa, em muitas situações em casas sobrelotadas, e que precisam desesperadamente de uma habitação.

Já o afirmei aqui muitas vezes: não é admissível que haja 1600 casas fechadas, por atribuir, só nos bairros municipais em Lisboa e tantas famílias à espera de habitação condigna.

A agilização dos procedimentos, céleres e transparentes, explicando-se as regras e os critérios, deve estar no topo das preocupações da Câmara. Entre uma casa ficar vaga e ser de novo atribuída não devem demorar mais de dois meses, tempo mais do que razoável para fazer pequenas obras e pinturas. E isto que vale para os bairros sociais também deve valer para a habitação dispersa da CML, que precisa de ser alocada a quem dela precisa.

Por outro lado, tem de ser assumida uma verdadeira política social de habitação, que entenda esta como um mínimo, um começo, para uma ação integrada de desenvolvimento social, em rede com as instituições sociais da cidade. São estas que têm maior capacidade de ação de proximidade junto das pessoas. Mas sozinhas têm dificuldade em desenvolver eficazmente a sua missão.

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