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Por Sérgio Pereira Cardoso|16.10.16
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O filme ‘Cidade de Deus’ teve o condão de levar a realidade das favelas do Rio de Janeiro a todo o Mundo, mas deixou também um legado de frases marcantes, a grande maioria das quais eu não estou autorizado a reproduzir neste espaço que pode ser lido por menores e pessoas mais impressionáveis. O certo é que, durante meses, fui mimetizando os personagens, no meu melhor sotaque brasileiro. "Dadinho é o c...! Meu nome agora é Zé Pequeno, porra!". Peço desculpa, não resisti.

Albufeira, 30 de novembro de 2007, 21h00. Três jovens aproximam-se da frutaria – e minimercado – com o mesmo nome da cidade algarvia. Todos com as cabeças parcialmente cobertas pelos carapuços das respetivas camisolas. Um ficou à porta, enquanto os outros dois entraram com facas de cozinha nas mãos. "Nós somos brasileiros! Abre a caixa já!".

O grito surpreendeu as duas mulheres presentes no estabelecimento. Pudera. Primeiro, nunca tinham visto ladrões a apresentarem-se, exclamando a nacionalidade como se estivessem no SEF a exigir um visto de residência. Geralmente, os larápios até poupam na informação. "Olá, sou o Roberto, 22 anos, português, tipo sanguíneo A positivo, moro numa rua aqui perto. Isto é um assalto". Em princípio, não acontece.

Depois, a prestação ao nível do sotaque de bandido brasileiro foi sofrível. Pobres rapazes, certamente nunca terão visto ‘Cidade de Deus’. Nem um "porra", nem "bagulho", nada.

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