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O amigo americano

Francisco J. Gonçalves

O amigo americano

O presidente francês é um homem jovem e culto, o que o torna a verdadeira antítese de Donald Trump.
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Por Francisco J. Gonçalves|17.07.17
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O presidente francês é um homem jovem e culto, o que o torna a verdadeira antítese de Donald Trump. Mas isso não impediu Emmanuel Macron de fazer do burgesso americano o convidado de honra no Dia Nacional de França. A justificação de Macron é mais do que defensável. É que o 14 de julho deste ano assinalava também o centenário da entrada dos EUA na Primeira Guerra Mundial, em auxílio da França.

Mas mais interessante do que o motivo declarado é o motivo oculto do convite, pois é ele que traduz as manobras políticas dos nossos dias. O gesto de Macron terá visado firmar uma aliança estreita com um líder rejeitado por todos. Seja para o trazer para a mesa dos civilizados, como alguns disseram, ou somente para aproveitar a vaga deixada por um Reino Unido à deriva no meio do Brexit e uma Alemanha em rota de colisão com a Washington boçal do magnata espalha-brasas.

Seja qual for a razão, o certo é que o gesto de Macron é digno de Maquiavel, traduzido por Michael Corleone na famosa frase de ‘O Padrinho II’: "Devemos manter os amigos perto e os inimigos ainda mais perto". Ora Trump, é sabido, entra em ambas as categorias.

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