Sub-categorias

Notícia

Por João Pereira Coutinho|08.12.17
Jerusalém não tem solução. Como agradar a dois povos que reclamam a cidade como capital dos respectivos estados? Sim, em teoria, seria possível dividir Jerusalém entre os dois povos. Ou, como foi proposto várias vezes, manter a cidade sob jurisdição internacional. Mas sem a existência de dois estados, Jerusalém é um vespeiro que não vale a pena agitar.

O gesto de Trump parece- -me inútil e nocivo: não acrescenta nada e pode incendiar tudo. Mas é preciso lembrar que não foi ele quem matou o ‘processo de paz’.

O óbito ocorreu em 2001, quando Arafat recusou a proposta histórica de Ehud Barak para a constituição de dois estados (e com Jerusalém partilhada). Depois dessa data, foi sempre a descer: com o ódio anti-semita do Hamas; com nova rejeição árabe em 2008; e, convém lembrar, com a guerra civil intra-palestiniana.

Se Trump enterra o cadáver, é preciso não esquecer quem o matou primeiro.

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)