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O curto orçamento

Mário Nogueira

O curto orçamento

Fica a certeza de termos pela frente um tempo de luta.
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Por Mário Nogueira|18.10.16
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O OE para 2017, também na Educação, deixa muito a desejar. Relevante, mas sem novidade, prevê significativo aumento no Pré-Escolar, veremos se para a rede pública, e redução importante do desperdício com privados; como novidade, anuncia-se a gratuitidade dos manuais em todo o 1º Ciclo.

A proposta de OE, mesmo prevendo um aumento de 3,1% na Educação, frustra as expectativas de quantos esperavam sinais fortes de investimento orientado para a resolução dos problemas que atingem, no âmago, o sistema educativo e as escolas.

Também os professores veem confirmado o adiamento do descongelamento das carreiras, perdido mais um ano de serviço, adiada a possibilidade de se aposentarem em tempo justo e frustrada a normalização dos seus desadequados horários de trabalho. Assim, confirmada fica também a certeza de termos pela frente um tempo de luta.

É que, face a este Orçamento, será legítimo o protesto de quem o encara curto e exige o seu reforço. Ilegítimo seria a direita colar-se ao protesto, pois a gravidade dos problemas deve-se, e muito, aos quatro anos de terra queimada que deixou como rasto. É, por isso, correto afirmar que, por curto que seja este Orçamento (e é muito), a direita faria pior.
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