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O estado do SEF

Acácio Pereira

O estado do SEF

Luísa, demitida, foi transformada por Constança em bode expiatório.
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Por Acácio Pereira|09.10.17
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Por ação da ministra Constança Urbano de Sousa, a diretora Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF, Luísa Maia Gonçalves apresentou a demissão. Nomear e demitir altos funcionários são competências próprias de ministros, são decisões exclusivamente políticas, e nesta política os sindicatos não se metem. É por essa razão que os inspetores do SEF não discutem leis. O mais que fazem – porque é sua obrigação fazê-lo – é lutar, em abstrato, para que as leis e as políticas relativas à imigração e ao tráfico de seres humanos honrem os princípios humanistas da civilização europeia. De resto, os inspetores do SEF cumprem as leis, e as políticas, que o Parlamento e os governos lhes mandam cumprir.

Da mesma forma, os sindicatos não escolhem diretores nacionais – tal como não pretendem escolher ministros ou secretários de Estado. Trabalham com os que lhes surgem, com lealdade e com firmeza, ponto final.

Dito isto, duas palavras sobre o SEF: é óbvio que não tem sido bem gerido! Mas a demissão de Luísa, transformada por Constança em bode expiatório, não pode fazer esquecer a realidade: é sobretudo dos governos, em particular da atual ministra, a responsabilidade do estado a que se chegou. O sindicato dos inspetores alerta para isto há anos!
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