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O falhanço do Estado na televisão

Eduardo Cintra Torres

O falhanço do Estado na televisão

Protecção Civil, assalto a Tancos, Museu Nacional fechado, ERC a meio gás e com suspeito de servir José Sócrates: a podridão do Estado à vista.
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Por Eduardo Cintra Torres|14.07.17























O ‘Sexta às 9’ mostrou em detalhe as mudanças na Protecção Civil. O presidente, militar próximo de António Costa e casado com uma militante do PS, afastou gente experiente e nomeou boys do partido dois meses antes do incêndio de Pedrógão. Sem perdão.































O escandaloso assalto a Tancos originou clamor sem fim, mas também humor. É sempre assim com os acontecimentos chocantes. Já este momento da SIC fez humor involuntário: para participar no assalto a Tancos ligue 214161147 ou 214161148… Foi quase assim.





























Nem só em Pedrógão e Tancos se vê a falência do Estado, é por todo o lado: o Museu Nacional de Arte Antiga, que guarda a mais relevante colecção de arte antiga portuguesa, tem a maioria das salas de exposição fechadas ao público por falta de guardas.






























Ainda a falência do Estado: a ERC, inventada por Morais Sarmento e Sócrates para cortar a espinha ao jornalismo, espera novos elementos vai para um ano, só com três de cinco membros, e um deles, Arons, é suspeito de lá servir interesses do arguido Sócrates.



























Espectacular a abertura do ‘Primeiro Jornal’ da SIC em Aveiro: Bento Rodrigues passou dum moliceiro ao cais, andou de bicicleta, falou de sal, ovos moles. Com câmara num drone e mais três em terra. Dois minutos de grande virtuosismo para encher o olho.



























A SIC sempre atendeu aos aspectos formais da apresentação das notícias. É bom que assim seja. Aqueles dois minutos em directo requereram imaginação, planeamento e coordenação. Só falta à SIC corrigir os textos de notícias ‘virtuosos’ no enviesamento.  

TENDÊNCIAS 
GREVE
Actores em greve? Não se via desde o PREC. A produtora de ‘Ministério do Tempo’ (RTP1) substituiu outra com problemas financeiros, mas os actores estão com salários em atraso. A greve PRECiana coincide com uma RTP cheia de programas saudosos nos géneros e estilos dos anos 70-80. Até voltou a meteorologia com as superfícies frontais em grande ecrã. A RTP1 é a RTP Memória a cores. 

AL-JAZEERA
No seu cerco ao Qatar, o principal alvo de ditaduras do Médio Oriente, como a Arábia Saudita, é a Al-Jazeera, propriedade do emir qatarense. Nas versões em árabe e em inglês, é um êxito no mundo árabe por ter noticiário livre, incluindo sobre essas ditaduras. O Qatar também não é nenhuma democracia, mas a Al-Jazeera é equilibrada e com informação que só ela transmite no mundo árabe.
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