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O mundo da abertura de espírito

Fernando Ilharco

O mundo da abertura de espírito

A abertura de espírito é o melhor remédio para dois dos comportamentos mais prejudiciais a que as pessoas se sintam bem consigo próprias: as comparações sociais constantes e a ideia subconsciente de que para eu estar bem alguém tem de estar mal.
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Por Fernando Ilharco|16.07.17
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Na investigação apresentada no livro ‘Why So Many Smart People Aren’t Happy’, Raj Raghunathan, da Universidade do Texas, sugere que é importante afastar estes comportamentos para se ter uma vida satisfatória profissional e socialmente. As comparações são especialmente perigosas porque é difícil serem objectivas e é muito fácil entrar em comparações negativas. Como se avalia um bom profissional? Uma boa vida? À medida que comparamos, as coisas ficam mais subjectivas e difíceis.

Quanto à mentalidade de escassez, a ideia de que para eu estar bem alguém tem de estar mal, Raghunathan diz que possivelmente uma consequência de milhões de anos de vida num mundo com escassez de terra fértil, de alimentos, de segurança, etc. Mas hoje já não é assim; podemos saber mais, ser mais criativos, ter mais sucesso sem implicar que o colega do lado fique pior. A qualidade de uns e outros, o diálogo e a capacidade de ouvir é o que mais promove o crescimento de todos e facilita o surgir de oportunidades.

A abertura de espírito, a disponibilidade para novas experiências, para a mudança, é um traço de personalidade ligado à criatividade, à curiosidade e ao gosto pela inovação e liderança. No entanto, hoje sabe-se que esta característica é mais do que um traço agradável da personalidade. A abertura a novas experiências põe as pessoas a viver num mundo diferente, perceptual e cognitivamente mais rico, associando-se a maiores inteligência e capacidade cognitiva. Numa investigação recente, publicada no ‘Journal of Research in Personality’, mostra-se que as pessoas mais abertas têm mesmo uma percepção visual diferente.

Numa experiência realizada entre 134 estudantes universitários, depois de um questionário que apurava a abertura a novas experiências em cada um deles, apresentaram-se dois tipos de imagens; uma, um padrão de riscas encarnadas; outra, um padrão de riscas verdes. Os participantes mais abertos a novas experiências mostraram uma percepção mais fina. Além de verem os dois padrões, como todos os outros participantes, eles viam também um terceiro padrão quando os outros dois padrões se sobrepunham; viam um padrão castanho. Descobriu-se também que criando um ambiente positivo, por exemplo com música alegre, mais pessoas conseguiam ver este terceiro padrão.

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