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O problema das viagens à China

Miguel Alexandre Ganhão

O problema das viagens à China

Maioria dos ministros não definiu qualquer diretiva ao abrigo do código de conduta do Governo.
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Viajar a convite de uma empresa, em especial se se ocupar um cargo governamental, está a tornar-se perigoso. Depois de aceitarem um convite da Galp para assistirem a alguns jogos do Euro 2016, em França, três secretários de Estado do governo de António Costa pediram a demissão.

Na semana que passou foi a vez de Nuno de Almeida Barreto, adjunto do secretário de Estado das Comunidades, exonerado por aceitar um convite da empresa de telecomunicações chinesa Huawei, em clara violação do artigo 8º do Código de Conduta do Governo que entrou em vigor em 2016.

Mas não foi o único. Existem vários dirigentes superiores da Administração Pública que já viajaram a convite da mesma empresa e também para a China. Só que muitos o fizeram antes do famigerado Código de Conduta ter entrado em vigor.

O ‘Correio Indiscreto’ sabe que, por exemplo, vários elementos dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) viajaram a convite da Huawei para a China em 2015, visitando uma fábrica daquela empresa e diversas instalações hospitalares. Na altura não existia nenhum Código de Conduta e a deslocação não mereceu reparos.

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