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O que fica dos milionários

Leonardo Ralha

O que fica dos milionários

Maior parte das pessoas que vão à Fundação Champalimaud não o fazem por motivos agradáveis.
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Por Leonardo Ralha|14.07.17
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A maior parte das pessoas que vão à Fundação Champalimaud não o fazem por motivos agradáveis, mas a verdade é que o espaço de Pedrouços, quase em cima do Tejo, tem um dos mais belos pores do sol de Lisboa.

Entre o edifício principal e o auditório, duas colunas recortam o céu e por entre a contraluz os mais distraídos podem nem reparar que numa delas está esculpido, com expressão tão enigmática quanto a da Gioconda de Da Vinci, o rosto de António Champalimaud.

Às vezes parece que é com ar trocista, de "por esta é que não estavam à espera", que um dos homens mais odiados de Portugal durante largos anos encara quem procura a instituição dedicada à investigação e tratamento do cancro que deixou em testamento, tendo o cuidado de lhe destinar o nome dos seus pais, Anna de Sommer e Carlos Montez, juntamente com metade da sua herança.

Dos milionários portugueses, quase sempre mal-amados num país que conseguiu sair da pobreza sem que a pobreza saísse de si, sejam filhos do privilégio ou exemplos acabados de self-made man, ficam impérios que se dividem e que se desfazem. Que por vezes fique algo mais do que isso será sempre de louvar. 

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