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O regresso da fome

Alfredo Leite

O regresso da fome

Pela primeira vez em 15 anos cresceu o número de pessoas sem alimentos.
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Por Alfredo Leite|alfredoleite@cmjornal.pt|16.09.17
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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura revelou ontem um paradoxo civilizacional que não sendo inédito é, desta vez, ainda mais preocupante. Depois de década e meia em que a humanidade conseguiu fazer diminuir o número de famintos eis que essa tendência se inverteu e pela primeira vez em 15 anos há mais pessoas com fome em todo o mundo.

É uma péssima notícia e um absurdo se tivermos em conta que o planeta produz alimentos suficientes para alimentar toda a sua população.

Então qual a razão pela qual 815 milhões de seres humanos (o equivalente arredondado à população da União Europeia e dos EUA) não conseguem o mínimo de calorias para a sua subsistência?

Há as guerras, claro (seis em dez pessoas com fome vivem em zonas de conflito) e há alterações climáticas. Mas existe, sobretudo, um problema de distribuição de comida entre o mundo ocidental que desperdiça e o restante que morre de fome.

E há, também, um grande falhanço dos 193 países membros da ONU - e do seu líder António Guterres - que se comprometeram a acabar com a fome até 2030 no âmbito do ambicioso, mas possível se houvesse vontade política, programa de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
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