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O SIRESP que gritou ‘lobo!’

José Diogo Quintela

O SIRESP que gritou ‘lobo!’

A sorte protege os audazes, mas também é muito meiguinha com os incompetentes.
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Por José Diogo Quintela|12.08.17
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Como o rapaz da fábula, a quem ninguém acudiu quando gritou ‘lobo!’ com razão, o Siresp, quando a emergência é a sério, é ignorado. Não porque as pessoas não acreditem nele, mas porque não o conseguem ouvir.

É que o Siresp, em situações de emergência, não funciona. Andam pouco gordos, os lobos, andam.

Segundo os relatórios já elaborados, o Siresp escangalha amiúde, nunca foi reparado ou fiscalizado e quem o usa não está habilitado a fazê-lo, por falta de instruções. Assim dito não se percebe bem, mas imagine o leitor que compra um carro e: i) não cumpre o plano de revisões da marca; ii) falta às inspecções que a lei obriga; iii) os faróis fundem-se, não os arranja; iv) os travões falham, não os afina; v) fura os quatro pneus, não os troca; vi) quem guia não tem carta de condução. Um dia tem um acidente grave. O que é que faz? Apresenta-se no stand, todo fanfarrão, a exigir explicações? É mais ou menos isto que o Governo se prepara para fazer.

Mesmo assim, quem o comprou e o manteve até hoje deve ser parabenizado. Parabéns José Sócrates, parabéns Pedro Passos Coelho, parabéns António Costa, por liderarem Governos que conseguiram que, em tantas incompetências, só uma resultasse em tragédia!

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