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Oi Reaça

Joana Amaral Dias

Oi Reaça

Tivesse a direita portuguesa um pingo de vergonha, já estava na favela.
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Por Joana Amaral Dias|11.11.17
Os brasileiros têm uma boa invectiva para calar reacionários que zurzem contra os serviços públicos: "Reaça, venha morar na favela: Estado mínimo mas militares em toda a praça". Vem isto a propósito da Legionella. Claro que a direita pode continuar a jurar que chegou mesmo a proibir a dita bactéria. Só não proibiu a estupidez, claro.

A verdade é que fazer leis à medida dos interesses económicos e desorçamentar o serviço nacional de saúde tem custos. Isto tanto é válido para a rede de cuidados como para a protecção civil, para a justiça ou para a segurança social. Ou seja, perder vidas em fogos ou infecções hospitalares é também resultado dos anos Troika, da destruição do Estado Social e, tivesse a direita portuguesa um pingo de vergonha, já estava na favela.

Acontece que este governo suportado pela esquerda já fez dois anos e não pode continuar a limitar-se a acordos mínimos nem a passar responsabilidades para os anteriores. Terá que, de uma vez por todas, escolher um modelo de desenvolvimento, sendo que Bloco e o PC não podem, certamente, abdicar da sua matriz e deixar de exigir Saúde e Ensino públicos de primeira (no mínimo). Ou isso, ou, afinal, há um outro surto a cegar o país: uma partidarite terminal. E em toda a praça.
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