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Orçamento Tim Burton

Almeida Henriques

Orçamento Tim Burton

Como na 'Casa da Senhora Peregrine’, o país vive na sombra da ameaça.
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Por Almeida Henriques|18.10.16
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O próximo Orçamento de Estado deve ter-se inspirado no último filme de Tim Burton: ‘A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares.’

Tal como no prodigioso e tenebroso mundo de Burton, o Orçamento de Costa & Centeno é um orfanato de crianças sui generis. Povoam-no medidas infantis dotadas de pequenos poderes fantasiosos: ora eleitoralistas (a piscar o olho à classe média, não vá o diabo tecê-las e precipitar eleições já em 2017), ora equilibristas (para desesperadamente salvar as contas e iludir Bruxelas na sagrada disciplina orçamental).

A inventividade fiscal passou a ser um dom político de superior relevância para a sobrevivência do Governo. Política a sério: zero. Reformas: nem vê-las! Criam-se antes novos e diversos impostos e refazem-se sobretaxas e contribuições. Um caleidoscópio fiscal de formas e cores, sem aparente nexo e até paradoxal.

Nasce um novo "IMI" – populista e revolucionário, à revelia dos municípios e da política de reabilitação urbana, contra essa casta de gente que são os "ricos" e os "investidores"; impõe-se uma "taxinha" sobre refrigerantes açucarados (depois de se reduzir o IVA na restauração); alargam-se taxas sobre álcoois diversos; onera-se mais o imposto automóvel; retarda-se às pinguinhas e até ao final do ano o cumprimento da promessa eleitoral do fim da sobretaxa do IRS para todos.

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