Os saltos em frente

João Vaz

Os saltos em frente

Nem sempre os saltos são tão gloriosos como os de Nélson Évora nos Mundiais de Atletismo. Por exemplo, o grande salto em frente de Mao, na China dos anos 50, resultou numa calamidade com miséria e morte.
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Por João Vaz|28.08.07
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A reflexão surge a propósito do veto presidencial a um novo regime de responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas. Na prática, trata-se de o Estado pagar com o dinheiro dos contribuintes e a justiça que temos os erros dos funcionários. É um direito essencial da cidadania, mas não o prioritário. Há décadas que Sérgio Godinho canta ‘paz, pão, habitação, saúde, educação’ e ainda há caminho a percorrer. E mais ainda no emprego e na solidariedade social.
O êxito de ouro de Nélson Évora mostra que nada se consegue sem trabalho persistente. E os pulos têm de ser dados com coragem e a ver onde se vai cair. Já pagámos por ter a Constituição ‘mais progressista do Mundo’ que nunca mais acaba de ser revista. Não se fazem processos de intenção sobre a boa intenção do governo. Mas sabe-se como é ainda difícil às pessoas mais fracas imporem o seu protesto nos livros de reclamações e como a possibilidade de exigir indemnizações ao Estado requere advogados caros. O que se pergunta é para quê avançar tanto quando as carências são tão atrasadas. Portugal não é a Alemanha que acabou com o défice, nem a Finlândia, onde as multas são aplicadas em proporção aos rendimentos dos infractores.
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