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Francisco Moita Flores

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Isaltino está na posse de todos os seus direitos constitucionais para se candidatar.
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Por Francisco Moita Flores|13.08.17
A serem verdade as notícias vindas a público de que o juiz, que rejeitou a candidatura de Isaltino Morais, é afilhado do candidato Vistas, que disputa o mesmo lugar, estamos num território que não abona a Justiça.

Acresce que, para além desta relação, a mulher do juiz é empregada indirecta de uma empresa da autarquia e o marido ter-se-á oferecido para estar de turno no tribunal que decidiria da bondade das listas durante as férias judiciais.

O juiz responsável pelas escalas de férias veio declarar que, se soubesse de relação tão próxima entre juiz e um dos interessados, teria procedido de outra forma. Uma coisa é certa: é a segunda vez que este juiz, por coincidência que parece ser calculada, intervém directamente em decisões em que está em causa o seu padrinho. E sempre a favor do padrinho. É preciso que aqui se diga uma coisa. Vistas é discípulo de Isaltino. Em política rasca, o primeiro passo de qualquer filho é apunhalar o pai. Destruí-lo se for necessário. É esta a escola das Jotas. A mesma onde se formou Vistas. E, pelos vistos, o juiz.

Em tempos, fui candidato contra ambos. Estou liberto para dizer o seguinte: Isaltino, quer se goste ou não, está na posse de todos os seus direitos constitucionais para se candidatar a qualquer cargo. Foi condenado, cumpriu as restrições que o Estado lhe impôs, retomou os seus direitos de cidadania. Em Portugal não existem penas perpétuas.

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