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Por João Pereira Coutinho|15.10.16
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Fui assaltado uma vez, à mão armada, num hotel de São Paulo. Nada a lamentar: o assaltante pediu-me o computador e eu entreguei a mercadoria.

Em Portugal, pelo contrário, o Estado não pede nada e a Contribuição Audiovisual (CAV) é um exemplo: na factura da luz, sem o cliente autorizar, lá vem a RTP buscar a sua dose. O leitor não gosta do serviço público? Não vê televisão? Transformou a caixa em aquário? Não interessa.

Ninguém quer saber dos seus hábitos ou gostos. Pague e cale-se.

Por isso espanta o anúncio festivo de que a CAV não será agravada em 2017. Para começar, já foi agravada em Julho. Mas o ponto principal é outro: será legítimo continuar este saque indiscriminado?

Segundo a administração da RTP, é legítimo e sabe a pouco: um aumento de 70 por cento seria mais razoável. Como se pratica na ‘Europa’. Eis o modelo de financiamento que a RTP defende: assalto com espancamento.
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