Parreirita Cigano: um exame com nota de ‘Muito Bom’

Joaquim Tapada

Parreirita Cigano: um exame com nota de ‘Muito Bom’

A veterania e a juventude tiveram expressão muito interessante na corrida realizada na noite de 29 de Junho, com a alternativa do jovem cavaleiro Parreirita Cigano, designada Grande Corrida ‘O Mirante’, semanário regional.
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Por Joaquim Tapada|30.06.17
Manuel Jorge de Oliveira, valoroso cavaleiro com 40 anos de alternativa, concedeu o doutoramento ao seu pupilo Parreirita, que como praticante tem desenvolvido uma carreira, mesmo curta, pautada com imensos triunfos. Assim, na quinta-feira no Campo Pequeno, embora não tivesse registado grande afluência de público (é uma semana repleta de bons espectáculos), viveram-se momentos plenos de entusiasmo.

Sob a direcção de Pedro Reinhardt, coadjuvado por Jorge Moreira da Silva, o espectáculo que foi antecedido por um minuto de silêncio em memória das vitimas do incêndio no centro do País e pelos falecimentos do matador Ivan Fandiño e do antigo cavaleiro D. José de Athayde, iniciou-se com a cerimónia da alternativa de Parreirita Cigano concedida pelo veterano cavaleiro Manuel Jorge de Oliveira que, comemorando 40 anos de carreira, não faltou ao exame do seu pupilo. E, Parreirita Cigano, abriu a corrida com a lide do toiro 'Ciganado', de 590 quilos, da ganadaria Veiga Teixeira, desenvolvendo uma lide plena de categoria. Excelente ferragem, boas preparações e remates das sortes bem delineadas. Uma actuação triunfal. Seguiu-se o seu professor Manuel Jorge de Oliveira que, depois de cravar alguns ferros, chamou o seu pupilo e os dois tiveram uma lide a duo excelente.

O terceiro toiro foi lidado pelo experiente Rui Salvador, e o arquitecto de Tomar mostrou que continua na posse das suas magníficas qualidades de cavaleiro, cravando bons ferros a um toiro bem apresentado mas muito difícil dada a irregularidade das investidas. A segunda parte da corrida iniciou-se com a lide de Ana Batista que procurou ligar a sua actuação, todavia o toiro mansote contrariou os esforços da senhora de Salvaterra de Magos que, apesar de tudo mereceu a volta a arena. O quinto toiro, afinal há 'quintos maus', não permitiu grande luzimento ao esforçado João Maria Branco que tudo fez para dar uma boa lide. O toiro não quis e o rapaz de Estremoz não deu volta a arena.

A corrida fechou em ambiente de entusiasmo com a actuação do rojoneador 'feito' em Portugal Jacobo Botero. Salvo um forte toque na montada, o colombiano mostrou estar em excelente forma e teve uma actuação de grande nível. As pegas foram consumadas pelos forcados do grupo do Ribatejo, de Pedro Espinheira - Rafael Costa e André Martins - pelos amadores da Chamusca, de Nuno Marecos - Igor Batista e Luís Isidro -, com grande pega pelos forcados do Aposento da Chamusca, de Pedro Coelho dos Reis - Francisco Andrade, a melhor pega da noite ao 2º intento e João Salgueiro, também com uma boa pega.

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