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Profissão de risco

António Jaime Martins

Profissão de risco

Não se entende que os advogados sejam agredidos por exercerem profissão.
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Por António Jaime Martins|30.11.16
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A profissão de advogado é das poucas, a par da de magistrado, com consagração constitucional. A Constituição da República Portuguesa prevê que o Estado garanta a realização de uma das suas mais importantes funções que é a realização de justiça, com a colaboração dos advogados e da Ordem dos Advogados.

É através dos advogados que os cidadãos e as empresas exercem os seus direitos e interesses legítimos nos Tribunais. É através dos advogados que os cidadãos e empresas exercem os seus direitos e interesses legítimos perante a Administração Pública. O advogado é, acima de tudo, o porta-voz e o defensor do cidadão sempre que este se sente atingido nos seus direitos.

Nos regimes autocráticos por esse mundo fora são conhecidas as perseguições e detenções de advogados porque simplesmente ousaram afrontar os poderes instituídos em nome dos seus representados ou simplesmente movidos por uma ideia de uma sociedade livre. Sempre assim foi e assim infelizmente continuará a ser.

O que não se entende é que, em sociedades ditas civilizadas como a nossa, os advogados sejam agredidos por simplesmente exercerem a sua profissão. Impõe-se a veemente condenação destes atos pela sociedade civil, mas, desde logo, de forma agravada pela comunidade judiciária.
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