Sub-categorias

Notícia

Regresso à partida

João Vaz

Regresso à partida

Fidel Castro morreu no dia do 60º aniversário do arranque da revolução cubana.
  • 0
  • 1
Por João Vaz|27.11.16
  • partilhe
  • 1
  • 0
Fidel Castro morreu no dia do 60º aniversário do arranque da revolução cubana. Foi a 25 de novembro de 1956 que largou do México o iate ‘Granma’. Levava a bordo 81 guerrilheiros, com 90 espingardas, 40 pistolas, três metralhadoras e dois morteiros antitanque.

Os revolucionários começaram por se fixar na Sierra Maestra e em cerca de dois anos apearam o ditador Batista. A revolução acabou com a lotaria, casinos e bordéis onde os vizinhos americanos se divertiam, lançou a luta contra o analfabetismo e apostou na agricultura com a monocultura da cana do açúcar. A produção industrial ficou entregue aos camaradas da URSS. O país viveu sempre de empréstimos, a repressão impôs a pobreza e o bloqueio dos EUA limitou as receitas da reconversão ao turismo.

Para depois de morto, Fidel escolheu percorrer em sentido inverso o caminho da vitória da revolução. As suas cinzas serão levadas, ao longo da semana, de Havana até um cemitério de Santiago. É o regresso à casa de partida e uma forte interpelação: será sinal de humildade cristã enquanto Lenine e Mao se eternizam embalsamados? Ou deve entender-se como manifesto de arrependimento? Certo é que deixou tudo e seguiu.
Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)