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Saúde: direito coletivo

Fernando Medina

Saúde: direito coletivo

A recusa individual à vacina colide frontalmente com o direito coletivo à saúde pública.
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Por Fernando Medina|19.04.17
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Uma doença completamente erradicada em Portugal, como o sarampo, conhece neste momento um surto que já infetou 15 pessoas, existindo ainda mais 11 casos suspeitos. É um número superior ao registado em toda a última década, sendo que todos os casos registados entre nós nos últimos 10 anos foram contraídos no estrangeiro.

Não é caso para alarme, até porque Portugal é dos países europeus com maior taxa de vacinação (superior a 95%) e com menos pessoas infetadas nas últimas décadas, mas dá-nos a oportunidade certa para uma discussão sobre a importância da vacinação e da nossa responsabilidade como pais.

Nos últimos anos tem-se assistido ao crescimento de um movimento que defende a recusa da vacinação das crianças. Imune ao amplo consenso científico, alicerçado em décadas de dados sobre o avanço civilizacional alcançado com os planos de vacinação, alega que as vacinas diminuem a imunidade das crianças e têm riscos associados.

Em cidades como Los Angeles, uma em cada cinco pessoas já não vacina os seus filhos. Em algumas escolas, curiosamente nas zonas mais ricas da cidade, há níveis de vacinação a par dos registados no Sudão. A consequência é a previsível: o aumento em flecha do número de infeções e o regresso de velhas epidemias.

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