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Por F. Falcão-Machado |02.12.16
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Deixou-nos um dos últimos sobreviventes de um mundo que já pouco tem a ver com os nossos dias. Esse mundo foi o da guerra fria onde Fidel Castro, ‘El Comandante’, desempenhou um papel-chave num dos seus momentos de maior risco, o da ‘crise dos mísseis’ de Cuba. Ainda hoje não se conhecem todos os detalhes desse confronto que colocou o mundo às portas de uma guerra nuclear. Mas foi apenas a personalidade dos líderes mundiais da época que a evitou a um preço que terá incluído a sobrevivência política de Fidel.

A partir de então, Fidel vai aparecer noutras fases críticas da vida internacional: a guerra civil de Angola; a tentativa de transformação da revolução popular num produto de exportação; o embargo norte-americano a Cuba. Porém, goste-se ou não da personagem, há que lhe reconhecer uma infatigável eloquência e uma hábil capacidade de chefia revelada na arte de apresentar ao seu povo qualquer revés como uma vitória: as subtis cedências económicas a que o regime cubano foi forçado; as relações ambíguas com uma Igreja Católica que levou o Papa a visitar o país; a reprovação por boa parte da opinião pública mundial do seu sentido enviesado de democracia.

Que fique em paz!
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