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Por Manuel Maria Rodrigues|18.04.17
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Está no fim a celebração da Páscoa. Para os crentes significa tempo de reflexão sobre a Paixão de Cristo, um homem justo cuja missão na Terra visou a salvação da humanidade, sacrificando a própria vida na cruz para que a injustiça fosse erradicada de vez. Para completar o quadro, fez-se executar na companhia de dois criminosos, um, tipo banqueiro corrupto, que era o ‘bom’ ladrão, e outro, tipo Pedro Dias, que era o ‘mau’, abrangendo assim, todos os quadrantes da criminalidade e o que de mais pérfido existia. O pecado "desapareceria" da face da terra.

Creio que tal sacrifício supremo foi em vão. Em plena época pascal, passados 2017 anos, assistimos a bombardeamentos com armas químicas, a retaliações com bombas a que cinicamente chamam ‘Mãe’, que pesam 9,7 toneladas e custam 12,04 milhões e, vive-se sob a ameaça de uma outra, 4 vezes mais potente, à qual, com igual cinismo, chamam ‘Pai’.

Por cá, sem compaixão, um polícia mata a mulher a tiro com arma de serviço; Um ex-campeão ibérico de atletismo esventra a ex-namorada por ciúmes; Empregado mata patrão à pancada e corta-lhe as pernas. Perante a crueldade e insanidade do mundo de hoje, Cristo deve lamentar o sacrifício que fez pela humanidade.

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