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Por Francisco José Viegas|27.11.16
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Evidentemente que a História – como ontem foi repetido para afastar responsabilidades – se encarregará de esclarecer o papel e a dimensão do poder de Fidel Castro. Mas não é preciso esperar tanto tempo para fazer o resumo desses 49 anos de poder dinástico (continuado pelo seu irmão), corrupto, cruel, sanguinário e global.

É certo que, para isso, contou com a infinita estupidez norte-americana, cujo bloqueio serviu a Fidel para justificar quase tudo: uma censura terrorista, a perseguição a dissidentes, assassinatos, fuzilamentos sumários, vigilância policial selvagem aos seus concidadãos, além da destruição da economia e do empobrecimento dramático do país.

Foi contra este regime impiedoso, brutal e miserável que lutaram nomes de escritores como Cabrera Infante, Lezama Lima, Reinaldo Arenas ou Virgilio Piñera, além de milhares e milhares de compatriotas que fugiram à penúria ou à perseguição policial.

Cuba merece libertar-se da tirania dos Castro e deixar de ser visitada pelos patetas que gozam da liberdade europeia mas que são indiferentes ao terror dos Castro quando bebem mojitos românticos em Havana e chamam ‘El Comandante’ a esse homem que não quis libertar-se a tempo da sua própria tirania. A revolução cubana não devorou apenas os seus filhos; transformou também os seus líderes em tiranos inamovíveis. É o destino.
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