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Uma imagem vale mil confusões

Eduardo Cintra Torres

Uma imagem vale mil confusões

Quando o topo do futebol é ruim, tanto faz se há ou não há vídeo-árbitro. Até agora, alimentou o futebol de palavras, não a verdade desportiva.
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Por Eduardo Cintra Torres|15.09.17
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O vídeo-árbitro está envolto nas maiores confusões. Porque a) as imagens não são necessariamente conclusivas; b) a origem e realização das imagens têm de ser insuspeitas; c) e, em especial, porque o contexto institucional é o do regabofe do costume.



















O que deveria esclarecer não esclarece porque o topo do futebol é dominado pela devassidão. O vídeo-árbitro até agora só acrescentou um novo tema nos programas de comentário sobre bola, que não compensa a ausência de verdade desportiva no jogo em si.



















O US Open testou em partidas secundárias novas regras, para diminuir os tempos de serviço, assistência médica e idas ao balneário. Se aprovadas, as regras, em especial a primeira, farão do ténis um jogo pior. São regras para ‘melhorar’ a TV, não o ténis.



















O depoimento de Ronaldo nas Finanças de Espanha (CMTV) é um documento sobre a natureza humana: a estrela mundial que hesita entre sê-la e a simplicidade do ingénuo com a 6.ª classe; o milionário que confia no seu séquito, mas a quem passa as culpas.




















O melhor do mundo comparado ao cidadão comumnuma salinha das Finanças: vimos a sua condição humana, não na esfera de sonho do futebol, que ele invocou para justificar a ignorância das contas, mas na vida comum que o une a todos nós — os impostos.



















Os Comandos só fazem operações duras? Também fazem operações de charme: no ‘Expresso’ e na TVI, duas excelentes reportagens, realizadas com a colaboração da tropa especial, mostraram a formação (‘Expresso’) e a acção na República Centro-Africana (TVI).

Catalunha
A situação na Catalunha é da máxima importância para o país vizinho, mas também é importante para Portugal. Infelizmente, à parte a RTP, não tem merecido acompanhamento sistemático nos media, para lá das notícias do dia-a-dia. E tem prevalecido entre os jornalistas e comentadores o ponto de vista de Madrid, esquecendo que, em democracia, a vontade de um povo se sobrepõe à geopolítica.

Futebol
Sendo a TV um dos grandes financiadores do futebol, uma distribuição equilibrada das receitas favorece o crescimento dos clubes mais fracos enquanto premeia os líderes das ligas. A Premier League divide metade das receitas de TV por todos os clubes e a outra metade consoante a classificação final. Desta forma, não há apenas ‘três grandes’ a fingir que há um campeonato a sério. 

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