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Uma imagem vale milhões de dólares

Eduardo Cintra Torres

Uma imagem vale milhões de dólares

O impacto do caso do cliente arrastado para fora do avião só foi possível por causa de imagens amadoras com pouca qualidade mas muito reveladoras.
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Por Eduardo Cintra Torres|21.04.17
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Estas imagens, simples imagens de telemóvel, não valem mil palavras, valem milhões de dólares. Fizeram a United Airlines (UA) perder valor em bolsa e tornou pública e partilhada a humilhação de milhões que se sentem maltratados pelas companhias aéreas.






















O homem arrastado pelo avião, com bilhete pago e expulso por culpa do overbooking da UA, é o herói anónimo de milhões. A sua resistência passiva foi admirável. Surgiram de imediato gozações, como o falso anúncio da UA pelo comediante Jimmy Kimmel. 



























Compreende-se que os canais não dêem muito tempo às eleições francesas, dado que parte da audiência faz zapping nas notícias do estrangeiro. Mas compreender não é justificar ou aceitar. Bastaria arranjar meios de tornar as notícias de França atraentes.



























No jornalismo são precisas decisões editoriais corajosas. Compete-lhe noticiar o que é importante e não só o que atrai. As eleições em França poderão ter enorme impacto em Portugal, na Europa e no Mundo. Ainda por cima, a França é país de portugueses.























Ainda por cima, os canais generalistas estão a aumentar o número de grandes reportagens nos principais noticiários, em especial a SIC, com, entre outras, a série ‘Vidas Suspensas’ dedicada a casos individuais em que justiça e vida se cruzam e baralham.



























A ASAE fechou um restaurante depois de ‘Pesadelo na Cozinha’ por lá passar. A pergunta é: porque não passou antes? Ainda estava pior. Entretanto, os espectadores põem o programa no top dos mais vistos. Gostam de saber a porcaria que lhes dão a comer.   

TENDÊNCIAS
CASA NOVA
Aos poucos, a televisão muda de casa: a Amazon comprou direitos de jogos do futebol americano para os transmitir online. Depois das séries e entretenimento, os grandes donos da Internet apropriam-se de conteúdos televisivos. Mas não é a televisão que está a morrer, são os meios técnicos de acesso. Como se podem ver no televisor da sala, a experiência não muda muito. 

INDÚSTRIA
Para se produzir séries de ficção boas, é preciso uma estrutura industrial que não há em Portugal. As produtoras não têm arcaboiço financeiro, os canais pagam pouco. A produção "de vez em quando" não permite às produtoras estruturar uma criação contínua. Vivem no fio da navalha. Por maior que seja o empenho das produtoras, os resultados são medianos mas nunca foram até agora de grande qualidade. 
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