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Vacinar ou não

Eduardo Dâmaso

Vacinar ou não

Não há opção entre vacinar ou não. Só é possível o cenário da vacinação.
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A morte de uma jovem de 17 anos com sarampo relançou o velho debate em torno da vacinação obrigatória ou da liberdade individual e de escolha. Não poderia acontecer pior a uma questão tão séria e que, na sua essência, não deveria transportar um grão de polémica. Transformar um problema básico de saúde pública numa cruzada de direitos abstratos e de liberdade individual é errado.

Não é este o campo para fazer tal debate. Uma pessoa não vacinada contra um vasto conjunto de doenças, nomeadamente as contagiosas, transforma-se num perigo para si própria e para toda a comunidade. Aqui, o direito, administrativo ou mesmo penal, deve aplicar-se sem tibiezas e não transformar-se no território do debate filosófico, traduzido numa insuportável passividade ou num relativismo inaceitável.

Nesta matéria, não há opção entre vacinar ou não vacinar. Só é possível o cenário da vacinação, seja pela informação, persuasão ou drástica punibilidade.

O Estado deve assumir as suas obrigações de informação, de prover os meios e assistência necessários e as famílias de cuidar dos seus e dos outros. O contrário é uma regressão civilizacional.
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