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Jornalismo e democracia

Octávio Ribeiro

Jornalismo e democracia

A queda abrupta da venda de jornais prenuncia mudanças profundas nas sociedades mais evoluídas e na qualidade das suas democracias.
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Por Octávio Ribeiro|31.08.16
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A queda abrupta da venda de jornais prenuncia mudanças profundas nas sociedades mais evoluídas e na qualidade das suas democracias.

Foquemo-nos em Portugal. Enquanto os grupos produtores de notícias não lograrem substituir as receitas obtidas pelas vendas dos jornais, as equipas de jornalistas profissionais, que dão corpo aos principais projetos de comunicação social, têm a sua existência em risco.

Sob o espectro da extinção, as linhas editoriais ficam vulneráveis às pressões dos poderes financeiro e político. As redações encolhem, perdem massa crítica, dispensam a memória essencial ao jornalismo de qualidade.

É urgente encontrar criatividade e coragem para incentivar a manutenção das bancas de venda de jornais, enquanto a legislação, a justiça e o mercado se adaptam às novas realidades digitais. Sem jornalismo, ninguém conseguirá destrinçar as notícias dos boatos. Clima perfeito para populistas e ditadores.

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