Passos Coelho nega favorecimento

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, negou esta segunda-feira qualquer favorecimento à Tecnoforma, empresa na qual foi gestor e consultor, garantindo que nunca pediu favores na vida a ninguém, "nem de ordem política nem de ordem profissional".
08.10.12
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Passos Coelho nega favorecimento
Miguel Relvas era o responsável político pelo programa enquanto secretário de Estado da Administração Local do Governo de Durão Barroso Foto Mário Cruz / Lusa

Segundo notícia avançada esta segunda-feira pelo jornal Público, entre 2002 e 2004, 26 por cento das candidaturas aprovadas a empresas privadas no âmbito do programa Foral coube à Tecnoforma, empresa de formação de que Passos Coelho foi consultor e gestor, sendo na altura Miguel Relvas o responsável político pelo programa enquanto secretário de Estado da Administração Local do Governo de Durão Barroso.

"Não existe na minha vida como gestor de empresas nada que seja objecto de censura ou que tenha envolvido do ponto de vista ético qualquer favorecimento para as empresas por onde passei", respondeu o primeiro-ministro aos jornalistas, no Porto, quando questionado sobre esta notícia.

Passos Coelho garantiu que "nunca" pediu favores na sua vida a ninguém, "nem de ordem política nem de ordem profissional".

"Digo aquilo que disse ao senhor jornalista que escreveu a peça. Não houve qualquer favorecimento da empresa nem quando eu estive a trabalhar como consultor nem como gestor", sublinhou.

O primeiro-ministro disse ainda ter tido "oportunidade de falar com o jornalista que fez a peça e de lhe dar toda a informação que era relevante e de colaborar com toda a transparência em todo o seu próprio trabalho de investigação".

"Comecei a trabalhar nessa empresa durante o consulado do Engenheiro [António] Guterres em Portugal e acabei trabalhando nessa empresa como gestor no consulado do Engenheiro [José] Sócrates à frente do Governo. A relação política entre a evolução dos governos em Portugal e o meu trabalho como gestor não tem qualquer causa e efeito entre ambas", concluiu.

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9 Comentários
  • De baptista09.10.12
    Estes senhores são os extreminadores do Povo Português
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  • De e08.10.12
    pois pois e eu também acredito no pai natal.
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  • De Joaquim Carreira Tapadinhas08.10.12
    Se houvesse algum escrúpulo e uma nesga de vergonha o Dr. Relvas ou se demitia ou era demitido. Escarafunchar na lama não adianta muito e só traz mau cheiro para o ambiente. A protecção do 1.º Ministro é escandalosa.
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  • De MS08.10.12
    SÓ COINCIDÊNCIAS. ALIÁS PORTUGAL, ESTÁ CHEIO DE COINCIDÊNCIAS. TODAS ESTAS COINCIDÊNCIAS DEVIAM SER INVESTIGADAS COM AFINCO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO E PUNIR OS PREVARICADORES,PROIBINDO-OS DE EXERCER CARGOS PÚBLICOS.
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  • De A.Moreira08.10.12
    DEVE SER PIADA ..O MOÇO "NUNCA" FAZIA ISSO !O SR. PROF.DR. RELVAS ERA INCAPAZ DE DAR UMA AJUDA AO AMIGO...
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