Presidente do Montepio desmente envolvimento na Operação Marquês

António Tomás Correia diz estar "tranquilo" com acusações de ter recebido 1,5 milhões de euros.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|29.03.17

Relativamente ao envolvimento de António Tomás Correia na Operação Marquês, que surge numa certidão que foi extraída do Processo 'Operação Marquês', por suspeitas de burla qualificada, o ex-Presidente da CEMG e atual Presidente da Associação Mutualista e do Grupo Montepio, desmente "categoricamente qualquer envolvimento com a referida Operação Marquês, não estando constituído como parte no citado processo."

Em comunicado, António Tomás Correia afirma que "não é difícil contextualizar as notícias agora veiculadas, em véspera de realização da Assembleia Geral do Montepio Geral Associação Mutualista, a qual presido por mandato que me foi confiado pelos senhores associados para o triénio 2016-2018" e garante está "tranquilo relativamente ao desfecho destas, e de outras acusações" que lhe foram dirigidas.

 "Se alguma vez se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a meu desfavor, em qualquer tribunal, por quaisquer atos ilícitos, abdicarei do exercício das minhas funções. Estou profundamente convicto e seguro de que isso não vai acontecer", assegura Tomás Correia.

Tal como o CM noticiou esta quarta-feira, as respostas da carta rogatória enviada à Suíça deram origem a um novo inquérito envolvendo banqueiros portugueses.

O CM sabe que o inquérito em causa foi o que levou à constituição de arguido do ex-presidente do Montepio em Janeiro por suspeitas de ter recebido comissões de 1,5 milhões do empresário José Guilherme.

Tomás Correia é indiciado de ter recebido 1,5 milhões de euros para aprovar o financiamento de um construtor civil da Amadora, José Guilherme.

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