Exigem manutenção da ‘rampa das baleias’

Pescadores e proprietários de embarcações temem que acesso possa vir a ser privatizado em Setúbal.
Por Sofia Garcia|18.03.18
Exigem manutenção da ‘rampa das baleias’
Foto Rui Minderico
A insegurança do acesso marítimo da rampa de Santa Catarina, conhecida como ‘rampa das baleias’, em Setúbal, está a preocupar profissionais e proprietários de embarcações de recreio que temem o fim do único acesso gratuito ao mar, na cidade.

"Somos a única zona ribeirinha que não tem uma rampa de acesso público. Se a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) quiser, veda este local já amanhã. Em todos os locais há rampas públicas que são mantidas e cuidadas pelas entidades. Aqui não", explica João Gouveia. "A rampa tem 30 anos e nunca foi reparada. No outro dia, um pescador ia ficando na água porque o reboque afundou. Precisamos de manutenção", defende.

Naquele local, onde funcionou em tempos a Fábrica das Baleias, num dia de verão chegam a passar cerca de 500 pessoas ligadas à pesca e aos desportos náuticos. Ricardo André é utilizador assíduo da ‘rampa das baleias’ e teme que futuros projetos na zona ribeirinha obriguem à privatização da área. "No pior dos cenários, isto é concessionado e teremos de arrear os barcos num privado onde tudo é pago a peso de ouro".

As populações circundantes, nomeadamente de Praias do Sado, utilizam o acesso para a pesca, que ajuda no orçamento familiar. "Se as pessoas tiverem de pagar um acesso, o mais provável é que larguem os barcos porque deixa de compensar".

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