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Hospital do Seixal perde 12 camas para cuidados paliativos

Ministério da Saúde opta por retirar serviço de cuidados a doentes em fase terminal.
Por Sofia Garcia|01.07.18
A Adenda ao Acordo Estratégico de Colaboração para o lançamento do hospital do Seixal, assinada este sábado, suscita críticas junto da comissão de utentes local. Os cuidados paliativos ficam fora dos planos para o equipamento, ou seja, quem necessite daquele serviço vai continuar a depender do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Adenda ao protocolo da construção do Hospital do Seixal já foi assinada

"Em 2009, no mesmo documento, estavam previstas 12 camas para os cuidados paliativos. Neste novo acordo essas camas e esses cuidados simplesmente deixaram de existir e isso não é razoável", explica José Luísa, da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal.

Apesar de merecer reparos naquele âmbito específico, o documento foi esta sexta-feira assinado pelo presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, e homologado pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, presente na cerimónia. "Decidimos que mais vale assegurar a construção do hospital, pelo celebrar deste acordo, na esperança de que estas alterações possam ser pensadas no futuro", garantiu o autarca.

Adalberto Campos Fernandes, que visitou o terreno onde ficará instalado o equipamento, garantiu que a celebração do acordo para a construção do hospital do Seixal é um dia feliz para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "É um dia feliz, sobretudo para o SNS. O Garcia de Orta está subdimensionado, este é um concelho muito jovem e o SNS tem de se adaptar a essa realidade", afirmou.

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