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Adere-Minho obrigada a procurar nova casa

Associação reclamava 224 mil euros, mas o tribunal diz que a câmara não deve nada.
Por Secundino Cunha|18.03.17
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A Câmara de Vila Verde venceu a primeira batalha da chamada "guerra dos lenços dos namorados", que há seis anos opõe a autarquia e a Adere-Minho - Associação para o Desenvolvimento Regional do Minho. O Tribunal de Braga acaba de decidir que a instituição não tem razão quando reclama à câmara uma verba de 224 mil euros, relativa às obras de restauro na antiga escola primária de Soutelo, onde a associação está instalada desde 1998.

Esta guerra entre a Adere-Minho e a Câmara de Vila Verde pode culminar com o despejo da associação, em finais do próximo ano, já que o protocolo assinado em 1998 fala da cedência do espaço "por um período de vinte anos". Contactado pelo CM, o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, diz que "esse assunto tem de ser analisado pelo executivo" e recorda que "a Adere-Minho tem, nos últimos anos, prejudicado muito o concelho".

Já Abílio Vilaça, presidente da direção da associação, entende que "a decisão é injusta e vai ser alvo de recurso". A associação alegava que o presidente da câmara se tinha comprometido a pagar o custo das obras além do que foi financiado por fundos europeus, mas o tribunal considera que foi feita uma interpretação abusiva da declaração assinada por José Manuel Fernandes. Na decisão, pode ler-se que "o edil fala em obras na parte do edifício não afeta ao projeto da autora", ou seja, na parte ocupada pela Junta de Freguesia de Soutelo.

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