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300 mil euros por morte de militar

Nuno Anes, da GNR, foi morto a tiro na Quinta do Conde.
Por Sérgio A. Vitorino|09.10.17
Nuno Anes, guarda da GNR, tinha tinha 25 anos e estava na primeira patrulha a chegar à rua da Quinta do Conde onde Rogério Coelho acabara de assassinar a tiro um vizinho PSP e o filho deste, em agosto de 2015. O militar tentava ajudar as vítimas quando foi morto à traição, com um tiro pelas costas, na nuca. O ex-construtor civil, de 77 anos, morreu na cadeia antes de ser condenado. Mas a sua família vai ter de indemnizar em 300 mil euros os pais de Nuno Anes, decidiu o Tribunal de Setúbal.

Segundo apurou o CM junto de fontes próximas do processo, falharam todas as tentativas de acordo - antes e durante o julgamento - entre os pais de Nuno Anes e os herdeiros do homicida (mulher e filha). Os pais do militar exigiram inicialmente 500 mil euros, enquanto o outro lado propôs a entrega da moradia de onde foram efetuados os disparos que resultaram no triplo homicídio.

O tribunal decidiu-se pela atribuição de 300 mil euros aos pais do militar, por danos patrimoniais e não patrimoniais. Valor que aumenta em juros conforme for sendo adiada a sua liquidação. A sentença não foi alvo de recurso e já transitou em julgado. A família de Nuno Anes, sabe o CM, já deu entrada da ação de execução de bens.

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