ALUNOS DEPRIMIDOS E DESCONCENTRADOS

A falta de concentração afecta 75 por cento dos alunos com menos de 16 anos, segundo estima o Instituto da Inteligência, mas, para Nelson Lima, presidente daquele organismo, mais graves são as situações (cerca de 15 por cento dos casos) em que o défice de atenção é sinal de sofrimento.
31.03.04
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ALUNOS DEPRIMIDOS E DESCONCENTRADOS
Um elevado número de alunos com menos de 16 anos não consegue concentrar-se Foto Bruno Raposo
O tema inicia uma campanha dirigida aos pais e professores, no âmbito da qual serão também discutidos assuntos como a relação das crianças com a publicidade, a agressividade na escola e a influência que o debate em torno das questões da actualidade - nomeadamente a pedofilia e a ameaça terrorista - exerce sobre os mais pequenos.
Segundo adianta Nelson Lima, o Instituto da Inteligência é frequentemente solicitado a intervir no sentido de resolver dificuldades de concentração dos alunos. "Verificamos, por vezes, que a criança não consegue concentrar-se porque está deprimida ou tem um problema e é incapaz de exteriorizá-lo", prossegue.
A título de exemplo, aquele especialista refere-se ao comportamento de uma cri-ança de oito anos, que, no início do segundo período, se recusou a entrar na escola. "Ainda não percebemos o que se passa com aquele menino, que continua a ser acompanhado", refere Nelson Lima. Num outro caso, um rapaz de dez anos apresentava-se sonolento nas aulas. Acordava invariavelmente às 03h00 e passava o resto da noite na casa de banho. Tudo porque, numa conversa com os amigos, lhe disseram que a morte chegava entre as 03h00 e as 06h00 e 'apanhava' as pessoas na cama.
"É importante que os pais estejam alerta, pois a falta de concentração pode ser sintoma de alguma forma de sofrimento íntimo", sublinha Nelson Lima.

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