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Arguidos dos comandos dão boinas às 23 testemunhas

Instrutores dos Comandos sob suspeita, que juíza não suspendeu, entregam insígnias aos formandos.
Por João Carlos Rodrigues|26.11.16
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Apenas 23 dos 67 militares que iniciaram o 127º Curso de Comandos chegaram ao fim do mesmo. Esta sexta-feira, na Carregueira, receberam das mãos dos instrutores – seis destes são arguidos no processo relativo às mortes de Hugo Abreu e Dylan Silva – as boinas e os crachás daquela unidade especial do Exército. Isto apesar de os 23 militares também serem testemunhas no processo.

A situação, insólita, ocorreu depois de a juíza de instrução criminal ter recusado ao Ministério Público a suspensão de funções dos instrutores e uma medida de afastamento em relação aos instruendos, que visava evitar a coação sobre testemunhas. Assim, "a única pessoa que está suspensa de funções é o médico-militar. Todos os outros continuam integrados e no exercício de funções. Não há qualquer problema nesta situação", segundo disse o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira.

A cerimónia ficou marcada pelo discurso do comandante das Forças Terrestres, que terminou com palmas, algo raro num evento militar do género. "Nenhuma explicação pode atenuar a dor de perder um filho. Amargamos a dor patente nos instruendos e nos formandos. Instruendos, hoje é um dia de festa para vós. Passaste por várias provações, dominaste a dor e o cansaço num treino próximo do limite. Merecem o orgulho dos vossos familiares. Hugo Abreu e Dylan Silva estarão sempre convosco", afirmou, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, o tenente-general Lobato Menezes.

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