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Assalto de revolucionários a banco da Figueira da Foz foi há 50 anos

Camilo Mortágua, pai das deputadas bloquistas Mariana e Joana, lembra golpe contra a ditadura.
16.05.17
Cinquenta anos depois do assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, para financiar ações contra a ditadura, o momento é recordado por um dos protagonistas, Camilo Mortágua, como de viragem na necessidade de combater o regime.

"Hoje, quando penso nesse assunto, acho que o mais importante não foi fazer a Figueira da Foz, o mais importante foi o 'click' em que chegamos a um momento e a gente diz, sim senhora, mesmo que a minha vida acabe ali temos que ir buscar o dinheiro para fazer a revolução", afirmou à Lusa Camilo Mortágua, 84 anos, um dos operacionais do assalto de 17 de maio de 1967.

Camilo Mortágua, pai das deputadas do Bloco de Esquerda Joana e Mariana Mortágua, já tinha participado, em 1961, em atos de denúncia da ditadura de Oliveira Salazar, como o assalto ao paquete Santa Maria e o desvio de um avião para espalhar panfletos sobre Lisboa e o Alentejo, o que o obrigou a viver na clandestinidade: primeiro no Brasil e depois em França.

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