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“Controlo feito à pressa é risco para a segurança”

Presidente do sindicato dos inspetores do SEF fala em pressões do Governo e da ANA nos aeroportos.
Por Miguel Curado|17.07.17
“Controlo feito à pressa é risco para a segurança”
Acácio Pereira Foto Pedro Catarino
Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras nos aeroportos – 130, por turnos – dizem-se pressionados. Da parte do Governo e pela ANA, concessionária, é-lhes exigida rapidez no controlo documental, para reduzir os atrasos nas entradas de turistas. Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, pede reforço de pessoal em vez de um controlo feito à pressa – que constitui um perigo para a segurança nacional.

CM – De que forma são os inspetores do SEF pressionados?
Acácio Pereira – Há uma pressão do Governo, que no âmbito dos objetivos estabelecidos para o Ministério da Administração Interna impõe que os passageiros de cada voo sejam controlados nas fronteiras em menos de 40 minutos. Se politicamente é desejável um objetivo destes, operacionalmente não.

– Existem inspetores do SEF suficientes nos aeroportos?
– O presidente da ANA que se defina quando diz que há inspetores suficientes, pois já disse o contrário. Não o levamos a sério, já que a ANA provocatoriamente pôs junto às fronteiras máquinas de smiles [avaliador de satisfação em relação ao trabalho do SEF]. Consideramos isso ofensivo. O controlo de fronteiras é fundamental para um país e para a União Europeia.

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