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Corpo de paraquedista regressa a Portugal "sem ajuda do Estado”

Filha travou “a batalha de uma vida” ao trasladar o corpo de António Silva 54 anos depois.
Por Luís Oliveira|07.12.17
Os restos mortais de um paraquedista que morreu em combate na Guerra Colonial, em Angola, em 1963, chegaram esta quarta-feira à sua terra natal em Lobão da Beira, Tondela. A filha travou "a batalha de uma vida" ao conseguir trasladar o corpo de António Silva para Portugal, 54 anos depois de ter morrido e sem qualquer ajuda do Estado português.

Corpo de paraquedista regressa a Portugal "sem ajuda do Estado”
"Consegui ganhar esta batalha depois de muitos anos de luta e sem qualquer apoio do Estado português", disse ontem ao CM Ernestina Silva, minutos depois dos restos mortais do pai descerem à terra no cemitério de Lobão da Beira. "Foi um processo que deu muito trabalho, mas valeu a pena. Finalmente o meu pai regressou ao ponto de partida", adiantou.

A filha do combatente, emigrada nos EUA, contou com a ajuda de portugueses que trabalham em Angola e da União Portuguesa de Paraquedistas. Sobretudo de Isidro Moreira Esteves, sargento paraquedista na reserva, "companheiro de luta" de António Silva.

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