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Despesa com precários dispara em Lisboa

Autarquia gasta hoje quase três vezes mais com funcionários precários do que há oito anos.
Por Janete Frazão|16.06.17
A Câmara de Lisboa anunciou, em 2008, a criação inédita de um tribunal arbitral com vista à integração de cerca de 800 trabalhadores precários. Oito anos depois, a despesa com pessoal em regime de tarefa ou avença no município da capital disparou.

Um levantamento feito pelo PSD revela que em 2009, a autarquia, então liderada por António Costa, gastou 3,6 milhões de euros com 196 trabalhadores precários. Já em 2016, com o município sob a liderança de Fernando Medina, esse valor triplicou, passando para 10,6 milhões de euros.

Apesar de não ser conhecido o número de prestadores de serviço em funções no ano passado, que permita uma comparação entre os dois anos em causa, o facto de a despesa com trabalhadores neste regime ter disparado significa, por si só, que também o número de precários tem vindo a aumentar. Além disso, o próprio Relatório de Gestão de 2016 faz referência ao "incremento de 1,6 milhões de euros na rubrica ‘pessoal em regime de tarefa ou avença’, decorrente de acertos por via do aumento da RMMG [Retribuição Mínima Mensal Garantida] e da reversão da redução remuneratória, aliada à contratação de novos prestadores de serviços em determinadas áreas".

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