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DISTRACÇÃO CAUSA FOGO DOMÉSTICO

“Distraí-me por alguns minutos e quando me apercebi já estava a cozinha a arder”, lamenta-se Noémia Campos, de 82 anos. A viver com o marido e uma neta no Bairro da Cruz Vermelha, Lumiar, Lisboa, a idosa encontrava-se ontem de manhã a aquecer óleo numa frigideira para fritar os rissóis do almoço.
29.12.02
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Foi até ao quarto e, quando deu por ela, tinha um incêndio em casa. Ninguém ficou ferido e, apesar de alguma destruição, o casal não ficou sem refeição e pôde passar a noite em casa.

Tudo se passou pelas 10h00. Alberto Campos, de 70 anos, tinha-se deslocado a um mercado próximo para realizar algumas compras. “Deixei a mulher sozinha em casa para ela ir adiantando o almoço”, refere ao Correio da Manhã. O “susto” na casa da Câmara de Lisboa onde o casal mora há 20 anos, no terceiro andar do lote 2 da Rua Maria Margarida, é explicado por Noémia Campos, reformada por invalidez. “Tinha uma frigideira com óleo ao lume. Ia fritar uns rissóis para o almoço e para sobrar. Fui até ao quarto e quando regressei já havia muito fumo e a cozinha toda a arder”, conta.
De imediato, a idosa deu o alarme aos vizinhos - que chamaram os bombeiros - e, num acto de consciência, arrastou as duas bilhas de gás que tinha na cozinha para o exterior da habitação. “Fiquei logo com medo que elas rebentassem”, diz.

Chegado o Regimento de Sapadores Bombeiros, que deslocou ao local 20 homens e cinco viaturas, rapidamente o fogo foi debelado, não se tendo alastrado a outras divisões. No local compareceram ainda a Polícia Municipal e a Protecção Civil.

O casal ficou então a fazer contas aos prejuízos: um termoacumulador, dezenas de azulejos na cozinha, uma frigideira, uma panela e grande parte da instalação eléctrica.

“Podia ter sido bem pior, felizmente ninguém se magoou. Temos é que fazer algumas obras, como a substituição da parte eléctrica - trabalhos que foram iniciados já ontem à tarde -, dos azulejos e ‘dar’ uma pintura geral na casa, que ficou com as paredes negras do fumo”, adiantou Alberto Campos. O casal também não ficou sem almoço, já que, diz Noémia Campos, “temos muita comida na arca”. Os elementos da Protecção Civil realizaram uma vistoria à habitação, concluindo que o casal e a neta (de 13 anos) podiam pernoitar em casa com toda a segurança.

Um outro incêndio doméstico - também sem vítimas - deflagrou ontem, pelas 14h00, num segundo andar da Rua Eugénio de Castro, em Lisboa. Neste caso, o sinistro teve também lugar na cozinha da habitação de um prédio particular de três pisos.

Segundo afirmou ao CM fonte dos Sapadores Bombeiros, o fogo teve início num caixote de lixo, propagando-se a dois armários de cozinha. Chamados por vizinhos alarmados pelo fumo - já que os proprietários não se encontravam em casa -, os bombeiros fizeram deslocar ao local quatro viaturas e 20 homens dos Sapadores e uma viatura e cinco homens dos Voluntários Lisbonenses.

O incêndio foi prontamente debelado e extinto pelos bombeiros e, após uma inspecção à habitação realizada pela Protecção Civil, foi comunicado aos proprietários que podiam pernoitar no local com toda a segurança.

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