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Escassez de polvo deixa pescadores em crise

Associações alertam para a falta da espécie na costa devido ao excesso de licenças e falta de épocas de defeso.
Por Tiago Griff|03.12.17
Escassez de polvo deixa pescadores em crise
Foto Nuno Alfarrobinha
A inexistência de defesos ou paragens durante alguns meses num ano para que a espécie recupere e o excesso de licenças para embarcações passadas nos últimos anos, têm vindo a dizimar a quantidade de polvo na costa portuguesa. A situação tem vindo a agravar-se nos últimos seis meses e chegou a um ponto que os pescadores classificam como dramático. Entretanto, o preço do polvo em lota já chega aos 13 €/kg.
Falta de polvo preocupa pescadores

A Associação de Pescadores da Fuseta (APF) avança que metade da frota de cerca de 70 barcos (que engloba também as zonas de Santa Luzia e Olhão) está à venda porque a ida ao mar já não compensa face à pouca quantidade de polvo que é apanhada. Como exemplo, em outubro de 2016 foram vendidas naquela lota 33 toneladas de polvo, este ano, no mesmo período, só foram capturadas três. "Há pescadores que já estão a trabalhar na construção civil e alguns não conseguem arranjar emprego e estão a perder as casas. É uma situação grave", diz Humberto Gomes, da APF.

Em Quarteira, a Armalgarve confirma que a situação é trágica e que tem sido alvo de discussão com os responsáveis governamentais. Mas garante não ter tido qualquer tipo de resposta prática. "Há anos que andamos a avisar o Governo de como a situação tem estado a evoluir e a defendermos, por exemplo, épocas de defesos mas não fizeram nada. É preciso uma ação urgente", diz José Agostinho, da Armalgarve. O que vai compensando os poucos barcos ainda dedicados a esta arte é o aumento de preço do polvo nos últimos meses, face à pouca oferta, que já está nos 13 euros cada quilo (o maior) e os 10 euros (o mais pequeno).

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