“Eu quero o meu menino de volta”

"O meu André não pode ter morrido, eu quero o meu menino de volta." Os gritos de dor dos familiares ecoavam na tarde de ontem na Casa Mortuária de Favões, em Marco de Canaveses, antes da última despedida a Carlos André, menino que foi atropelado anteontem por um camião, no dia em que completava o 12º aniversário.
15.06.11
  • partilhe
  • 0
  • +
“Eu quero o meu menino de volta”
Familiares e amigos choraram ontem no funeral do pequeno Carlos André, menino de 12 anos que foi atropelado por um camião Foto Miguel Pereira da Silva

"Eu quero tanto abraçá-lo e nunca mais o vou poder ver. Fala comigo, André, fala comigo. Aquele não é o meu menino", gritava, em lágrimas, Zulmira, a tia que o criou.

Os amigos, que assistiram à tragédia, estão em choque e sob acompanhamento psicológico. "Eles viram tudo quando estavam no autocarro. Entraram em pânico e estão completamente traumatizados", explicou ao CM Emília Couto, vizinha da família. Ontem, vestidos de branco e com rosas brancas, os colegas de escola estiveram no adeus a Carlos André.

Segundo os populares, Miguel, que viu o melhor amigo morrer à sua frente, "não come, não bebe, não consegue fazer nada". De acordo com as crianças, André ia ao Centro Desportivo de Favões buscar um brinquedo deixado pelas patrulhas das operações especiais, que ali se encontraram.

O pai do menino, camionista profissional, ia a caminho de França quando soube da tragédia. Os olhos vermelhos mostravam ontem a dor que lhe invadia o coração. A mãe teve de ser acompanhada por psicólogos.

A alegria que se vivia na freguesia com os preparativos para as marchas populares morreu com André. Este ano, as marchas em Favões foram canceladas.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!