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Falhas ‘esconderam’ mortes de Pedrógão por duas horas

GNR viu carros a arder às 21h10 e encontrou primeiro corpo às 21h44. ‘Estrada da morte’ cortada só às 22h15.
Por Sérgio A. Vitorino|10.08.17
O governo só anunciou as primeiras 19 mortes no incêndio de Pedrógão Grande, a 17 de junho, duas horas depois de um militar da GNR e bombeiros terem encontrado o primeiro cadáver, releva o relatório da GNR ontem tornado público pelo Ministério da Administração Interna - que ilibou aquela polícia por não haver informações de que tenha encaminhado alguém para a ‘estrada da morte’.
Falhas ‘esconderam’ mortes de Pedrógão por duas horas

A ministra Constança Urbano de Sousa, elencou ontem uma sucessão de falhas no incêndio que fez pelo menos 64 mortes, estando outras três a serem investigadas quanto à relação com o fogo. Mas, embora todas tenham ocorrido em organismos sob sua responsabilidade, disse "não ser a altura" para discutir a sua demissão.

Eram 21h44 quando o sargento-Ajudante Martins, comandante do posto de Leiria, começou o seu reconhecimento na EN236-1, a ‘estrada da morte’. Em Barraca da Boavista foi informado de um "cadáver no meio da via". Continuou e "foi encontrando vários cadáveres e veículos carbonizados e outros ainda a arder". "Assim, com a ajuda dos bombeiros fez a contagem dos cadáveres, vindo a contar 18, pelo que isolou a área." Foi ele a avisar o posto de comando, que nada sabia.

O secretário de Estado Jorge Gomes só informou o País às 23h45 da existência de 19 mortos. Mas já às 21h10 um cabo da GNR havia visto carros a arder, mas o fumo não o deixou ver pessoas. A estrada só foi cortada às 22h15.

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