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JOÃO A. CONTA TUDO AO DIAP

João A., o jovem ex-aluno da casa Pia que assegura ter sido molestado sexualmente por um médico e violado e espancado por Carlos Silvino, ‘Bibi’, e um funcionário da instituição – o primeiro está detido e o segundo suspenso por ordem da provedora Catalina Pestana – vai ser ouvido no DIAP, para relatar de viva voz tudo o que lhe sucedeu, assegurou ontem ao CM Adelino Granja.
11.01.03
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O advogado ex-casapiano confirmou, ainda, que entregou ontem no DIAP o depoimento que João A. lhe prestou na quinta-feira, tal como o nosso jornal noticiou na edição de ontem.

Adelino Granja, entretanto, escreveu uma carta aberta (ver caixa) dirigida a Assunção Esteves, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais (CCPAC), onde manifesta a sua revolta por ele e Pedro Namora não terem sido convocados a depor. “Enviei a carta às três da manhã para os órgãos de soberania e para os grupos parlamentares, onde digo ironicamente que eu sou o filho, não tinha pais e a minha mãe era Teresa Costa Macedo. E que agora ia-me queixar à mãe-chefe, que é a Assembleia da República, e Assunção Esteves, pelas suas actuais funções“, afirmou Adelino Granja, explicando o como tudo aconteceu:

“Liguei para a assembleia e, como era hora de almoço, falei com a secretária da comissão, que me disse que eu podia deixar recado. Dei-lhe o meu contacto e informei-a de que era Adelino Granja e queria, com Pedro Namora, ser ouvido. Ela [Assunção Esteves] não só não me me ouviu, como respondeu sarcasticamente através dos jornais, dizendo que directa ou indirectamente nunca foi solicitada para nos receber.

Sinceramente! A Teresa Costa não lhe deve ter escrito carta nenhuma e ela recebeu-a. É incrível”

MÃE, FUI VIOLADO. MEU FILHO, DEIXA LÁ, RESPONDE A MÃE

Sendo órfão de mãe desde os meus oito anos de idade, e tendo sido assediado por um ex-funcionário da Casa Pia de Lisboa, enquanto criança, seria lógico queixar-me à Secretaria de Estado da Família, Dr.ª Teresa Costa Macedo. (...) No entanto, não tendo a referida Senhora escutado a minha amargura como mãe, porque tutelava a CPL, a minha queixa, em representação de centenas de crianças molestadas por aquele homem (...), tinha agora, que dirigir-me a outra mãe, eleita democraticamente para nos representar – Assunção Esteves, presidente da referida comissão parlamentar –, por forma a esclarece-la de que a outra mãe que não me ouvira em 1980 se encontra, não só amnésica, como tantos outros pais que a sucederam, mas, mais grave, mente declaradamente os factos, pedindo o seu perdão à mãe-chefe. Mas, o mais triste, depois de tantas dificuldades porque passei, é que, não bastava telefonar para a secretária da nossa mãe-chefe. (...) A resposta a este filho foi dada através das notícias (...). Desculpa, mamã, mas quando voltar a ser violado ou assediado por um homem, eu prometo que solicito a sua ajuda (...). Mas, mãe, não deixe que mais crianças sejam violadas. Está bem?! Desta vez não me esqueci de escrever!

Adelino Granja, ex-aluno da Casa Pia, que não foi ouvido pela AR, por ter apenas telefonado para os serviços de apoio.

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